Publicado por: Denis Rocha Monteiro | 14/03/2010

História da Fotografia (Parte I)

Já faz alguns dias que venho pensando em escrever sobre a história da fotografia. Após pesquisar na internet e, também, receber um material rico em informações do fotógrafo Newton Medeiros (com quem fiz meu curso de fotografia) vou publicar aqui o que aprendi. Vou dividir o post em algumas partes para, primeiramente, não ficar cansativo de ler (espero…) e também para que não demore muito a publicá-lo inteiro. Vamos lá!

Origem

A palavra fotografia vem do grego: photon=luz e graphos=escrita, ou seja, a fotografia é uma forma de escrever com a luz.

Não dá para dizermos que a fotografia tem um único inventor. Ela foi uma junção de várias observações e invenções ao longo do tempo. A primeira delas foi a descoberta da formação de imagens através da passagem da luz por um pequeno orifício em uma caixa (câmara escura). Sabe-se que Aristóteles utilizava essa técnica para observar eclipses.

Em 1.515, O italiano Leonardo da Vinci descreve cientificamente a câmara escura.  Precursora das câmeras fotográficas atuais, consiste em uma sala totalmente escura, com um pequeno orifício em uma das paredes através do qual a luz passa, projetando imagens invertidas dos objetos externos na parede oposta à abertura. No final do século XVI, colocam-se lentes no orifício para melhorar a projeção das imagens. Nesse período, a câmara escura era usada pelos pintores para copiar imagens da natureza.

A química e a Fotografia

Em 1.727, O professor alemão Johann Heinrich Schulze constata que a luz provoca o escurecimento de sais de prata. Essa descoberta, em conjunto com a câmera escura, fornece a tecnologia básica para o posterior desenvolvimento da fotografia.

Autor: Nicéphore Niépce

Por volta de 1.826, nós temos a primeira fotografia. O físico francês Joseph Nicéphore Niépce consegue fixar uma paisagem campestre vista da janela de sua casa. Ele coloca uma placa sensibilizada quimicamente dentro de uma câmara escura com orifício para exposição à luz, processo que demora, na época, oito horas. Esse processo foi batizado, por Niépce, de heliografia (escrever com luz do sol).

Em 1835,  o pintor francês Louis Daguerre descobre que placas de cobre cobertas com sais de prata conseguem captar imagens, que podem se tornar visíveis ao ser expostas ao vapor de mercúrio.

Daguerreótipo

Temos então, em 1839, a invenção do daguerreótipo (aparelho capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição, em geral 30 minutos), o que possibilita realizar fotografias mais rápidas. Cada uma ainda é exemplar único, do qual não é possível fazer cópias.

O princípio do negativo

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

Entre 1844 e 1846 Talbot publica The Pencil of Nature, o primeiro livro ilustrado com fotografias.

O pioneiro da fotografia no Brasil

Antoine Hercule Romuald Florence, francês que viveu 55 anos no Brasil, foi um inventor, desenhista, polígrafo e pioneiro da fotografia franco-brasileiro.

Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a POLYGRAPHIE, como ele a chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir usando a luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de PHOTOGRAPHIE, em 1832, como descreveu em seus diários da época, anos antes de Daguerre. Em 1833, Florence fotografou através da câmara escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.

Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus Niépce, Daguerre e Talbot, obteve resultados fotográficos.

A evolução

Em 1851, o escultor britânico Frederick Scott Archer desenvolve o processo chamado de colódio úmido, negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitrocelulose com álcool e éter. O fotógrafo tem de sensibilizar a placa imediatamente antes da exposição e revelar a imagem logo depois. Esse processo é 20 vezes mais rápido que os anteriores e os negativos apresentam uma riqueza de detalhes semelhante à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias.

O médico britânico Richard Maddox cria, em 1871, as chapas secas de gelatina com sais de prata, em substituição ao colódio úmido. Fabricadas em larga escala a partir de 1878, marcam o início da fotografia moderna. A grande vantagem em relação ao colódio úmido é que os fotógrafos podem comprar as chapas já sensibilizadas quimicamente, em vez de ter de prepará-las antes da exposição.

(continua….)

Referências:
Fuji Film
Kodak
WikiPedia
Newton Medeiros
GreenArt
Site oficial de Nicéphore Niépce

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Responses

  1. Parabéns pelo post. Realmente muito interessante a história da fotografia. Estou ancioso para ler a segunda parte.
    Grande abraço meu amigo!

    • Fala Neimar!

      A segunda parte já está em andamento. Espero que não demore.

      Valeu!
      Denis


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